A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) que solte todos as pessoas que tiveram prisões decretadas somente por conta da condenação em segunda instância.
A decisão diz que o TRF-4 deve analisar "imediatamente" todas as prisões nessas condições. Só vai continuar preso quem tiver outra ordem de prisão preventiva por representar riscos à investigação ou à sociedade.
O TRF-4, que tem sede em Porto Alegre, é o tribunal de segunda instância responsável por julgar os casos da Operação Lava Jato.
A decisão da ministra é de ontem e foi enviada nesta sexta (22) ao tribunal. O TRF-4 diz, contudo, que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão.
Cármen Lúcia é relatora de um habeas corpus que questiona a súmula 122 do TRF-4, segundo a qual as prisões passaram a ser automáticas após condenação em segunda instância.
O STF derrubou no início deste mês a possibilidade de prisão depois de segunda instância, por 6 votos a 5. Os ministros entendem que a prisão do condenado só pode ser decretada depois do trânsito em julgado, quando já não há mais possibilidade de recursos. A base é o artigo 5º da Constituição, que afirma que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".
Gestão Municipal Pesquisa aponta que gestão de Augusto Castro tem 79,9% de aprovação em Itabuna
Justiça Por ordem de Moraes, PF faz busca por armas na casa de Bolsonaro
Proteção Infantil Senado aprova projeto que aumenta penas para crimes sexuais digitais contra crianças e adolescentes
Justiça Moraes dá 10 dias para PF ouvir Flávio em caso de calúnia contra Lula
EUA x Brasil Flávio pede aos EUA que desistam do tarifaço: “Pior momento possível”
Justiça Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas