A Bahia se tornou o segundo estado brasileiro a fechar acordo com o governo da Rússia para testar no país a Sputnik V, vacina desenvolvida por russos com a promessa de proteção para a Covid-19. Antes, o Paraná também havia fechado um acerto do mesmo tipo.
Apesar do anúncio, o governador, Rui Costa (PT), afirmou à CNN que não tem predileção por nenhum projeto de imunização e criticou a interferência política nos estudos para confirmação da eficácia de uma vacina.
"Eu confio na ciência, na medicina e nos especialistas brasileiros. São eles que vão validar ou não o estudo. Não acho que políticos – governador, presidente, deputado, senador – são as autoridades maiores para emitir a opinião científica", disse o governador, em entrevista aos âncoras Monalisa Perrone e Caio Junqueira.
Costa ponderou que a Bahia também está sediando testes do laboratório americano Pfizer.
O acordo com os russos inclui o recebimento de documentos técnicos da Sputnik V, que serão analisados pelo governo e submetidos à análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Caso a Anvisa autorize os testes, o governo da Bahia recrutará 500 voluntários para receber a imunização no Hospital Couto Maia.
Rui Costa disse não saber se o acordo foi feito nos mesmos termos do que a Rússia fechou com a gestão do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).
Com os testes suspensos após um voluntário registrar uma reação negativa, a vacina da farmacêutica AstraZeneca e da Universidade de Oxford é analisada no Brasil em parceria com o governo federal, através da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Já a Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech, é testada em parceria com o Governo de São Paulo, por meio do Instituto Butantan.
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