As músicas que não saem da cabeça durante o período eleitoral, que transmitem uma mensagem sobre determinado candidato, o chamado jingle político, é uma prática antiga de marketing que fortalece qualquer campanha. Mata de São João possui um celeiro de artistas que compõem melodias criativas e encontraram nas produções uma maneira lucrativa de driblar a crise gerada pela pandemia da covid-19.
Alguns músicos matenses, aproveitaram as campanhas eleitorais e investiram na produção de jingles, com uma alternativa de obter uma renda, aliando o trabalho a arte. O produtor musical, Mr. Galiza empresário da MG Produções, coleciona 50 jingles, só este ano, feitos para candidatos em oito estados do Brasil. “A produção de jingle veio para salvar a gente, porque sem agenda de shows, a nossa renda estava muito limitada a lives. A produção musical de jingles veio para salvar toda equipe, pois alugamos estúdios, produtores e pagamos cachês a outros cantores musicais. Esse ano, já fizemos 50 jingles, seis kits políticos; mais de 20 cidades; oito Estados; 12 prefeitos e mais de 43 vereadores”, revela Galiza.
A produção da melodia para a campanha não é tão simples assim. Mr. Galiza explica que o trabalho envolve mais de cinco profissionais, e inclue serviços de composição a gravação do gênero musical. “Nós iniciamos a produção com as informações sobre determinado candidato, e a partir do briefing, escrevemos a letra da música, adotamos o gênero musical, enviamos para aprovação do candidato e depois de aprovado, o candidato paga e gravamos o jingle”, explica.
Outro artista matense, Fred Tabareú, veterano na produção de jingles na cidade, conta que já compôs, nas campanhas deste ano, 24 jingles para candidatos de Mata de São João. “A política abriu a oportunidade para o artista compor jingle e fazer uma grana para quitar as contas, em meio a situação que estamos vivendo, em que muitos artistas estão parados, por conta da pandemia”, frisa Tabaréu.
Para Gui Santana, a campanha eleitoral contribuiu com a produção de 16 jingle em Mata e cidades da região metropolitana. “Esse ano a procura foi grande, por isso montamos uma equipe com os músicos: Daniel Manga (composição) Thor Guitarra (criação do gênero musical) e eu gravo a música. É o que tem nos ajudado na pandemia, sem fazer shows, mas trabalhando com a gravação de jingle”, destaca Santana.
A música sempre fez parte das campanhas políticas, desde as primeiras eleições e entrou para a história da política brasileira. Candidatos de diferentes partidos usaram e usam até hoje os mais variados gêneros musicais para tentar conquistar o eleitor, e assim grudar a música na cabeça. A forte arma do marketing eleitoral continua dando certo, seja veiculado na TV, rádio ou nos carros de som.
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