Mesmo diante do novo cenário que se formou em virtude da pandemia da Covid-19, a educação em Mata de São João continua avançando, segundo o Índice de Governança Municipal (IGM-CFA). Em entrevista ao Programa É do Povo, na manhã desta quarta-feira (16), o secretário de Educação Alex Carvalho comentou sobre o desafio das aulas remotas e revelou que cerca de 80 mil cestas básicas já foram distribuídas aos alunos da rede municipal, desde março.
“São pouquíssimos municípios que fazem o que Mata de São João consegue fazer. E as cestas básica foram diferenciadas e necessárias à alimentação escolar. Marcelo, com toda sensibilidade, tem oferecido essas cestas aos alunos, que custa quase o triplo do gasto com a merenda escolar no município. É o investimento extraordinário”, ressalta Alex.
Para Alex, a ruptura no modelo tradicional de educação foi um marco no município e um momento desafiador para os educadores, que tiveram que introduzir os recursos tecnológicos para lecionar à distância. “Logo no início tivemos uma dificuldade muito grande, com relação ao sindicato, com isso tivemos que dialogar com os professores e conscientizar a classe da necessidade desse novo formato e na aprendizagem das nossas crianças”, revela.
Políticas de incentivo
Conforme Alex, mesmo com a suspensão das aulas, em razão da pandemia da Covid-19, o prefeito Marcelo Oliveira preservou as vantagens para que os professores exerçam com tranquilidade o trabalho. “Os benefícios foram mantidos para que os professores consigam custear a internet, utilizar os equipamentos próprios para exercer suas atividades”, frisa Carvalho.
Para Alex, não há fundamento as cobranças feitas pelos professores, principalmente com relação a prova anual que será aplicada na próxima sexta-feira (18). “A lei de incentivo ao professor prever que para obter os incentivos seria realizado uma prova anual para avaliação do desempenho do professor. Uma forma de estímulo para que o professor possa estudar e se reciclar. A prefeitura consegue um abono, uma gratificação extra, o que equivale a 50% do salário do professor. E o que a APLB reivindica é a não aplicação da prova e que o abono seja repassado diretamente. Porém, o abono existe por conta da prova. O professor que quiser fazer, faz. Ele não terá prejuízo na sua remuneração regular”, explica.
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