O vice-presidente da República Hamilton Mourão declarou nesta sexta-feira (22), a jornalistas na frente do Palácio do Planalto, que passar na frente de grupos prioritários para receber a vacina contra o coronavírus é uma falta de solidariedade e de caráter. Ele afirmou que as fases da imunização têm que ser respeitadas.
Ao menos 13 estados estão sendo investigados pelo Ministério Público por irregularidades na distribuição das doses. Segundo o plano de vacinação nacional, os primeiros a receber a aplicação devem ser os profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia da Covid-19.
“É necessário também que as pessoas se conscientizem que cada um tem que comparecer de acordo com o seu grupo para ser vacinado, e não procurar atropelar o processo. Isso aí denota uma falta de solidariedade, uma falta de, vamos dizer assim, até de caráter de pessoa que faz isso”, disse Mourão.
Segundo o vice-presidente, se a ordem for obedecida, "vamos chegar ao final do ano com 150 milhões de pessoas vacinadas e em uma situação bem confortável".
Para imunizar essa quantidade de brasileiros, serão necessárias 300 milhões de doses. Por enquanto, o Brasil conta com 6 milhões - quantidade insuficiente para vacinar os grupos prioritários. A expectativa é de que, em breve, cheguem ao país mais 2 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca e outras 4,8 milhões da Coronavac elaboradas pelo Instituto Butantan, que aguardam aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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