O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou à CNN Brasil ter ameaçado abrir um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro durante conversa por telefone com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, na terça-feira (26).
Na ligação, segundo relatos feitos à CNN Brasil, Maia reclamou da interferência do Palácio do Planalto na eleição para presidência da Câmara em apoio à candidatura do deputado Arthur Lira (PP-AL) e teria mencionado a questão do impeachment.
“Não falei de impeachment e fui grosseiro, de fato”, disse Maia. O deputado afirmou que já enviou pedido de desculpas a Ramos. “Como ele não ia me atender, pedi que uma pessoa ligasse para ele, que deixasse registrado que de fato elevei o tom demais, de forma desnecessária”.
Pela Constituição, cabe ao presidente da Câmara decidir, de forma monocrática, se autoriza ou não a abertura de um processo de impeachment contra o presidente da República. Depois, o pedido é submetido ao plenário e precisa de apoio de 342 dos 513 deputados para seguir para o Senado.
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