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Política em Foco Coronavírus

Rui acha 'pouco provável' São João em junho, mas condiciona festa a volume de vacinas

Se a festa for cancelada, serão dois anos sem a celebração por conta da pandemia.

03/02/2021 14h27
Por: Keila Abreu Fonte: Bahia Notícias
Reprodução/ GOV- BA
Reprodução/ GOV- BA

Em meio a perguntas sobre volta às aulas, aquisição de vacinas e auxílios, o governador Rui Costa (PT) também foi questionado sobre a realização das festas de São João durante o Papo Correria desta terça-feira (2). "Tem chance de acontecer em junho?", questionou um cidadão, conforme lido pelo governador na transmissão ao vivo feita nas redes sociais.

 

A resposta não foi definitiva. "Pra ser bem objetivo, depende do volume de vacinas que nós tivermos alcançado em junho, julho, agosto, setembro", frisou Rui, que estava ao lado do secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas. "Eu não vou falar de festas aqui porque é precipitado fazer isso. O que eu acho pouco provável é que até junho a gente tenha alcançado um número expressivo, exceto se a Anvisa parar de atrapalhar e resolver ajudar. Aí pode ser que a gente tenha uma oferta maior de vacinas", acrescentou.

A crítica à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem sido recorrente por parte do governo baiano porque o órgão não liberou o uso emergencial da vacina Sputnik V no Brasil. O imunizante de origem russa será produzido no país pela empresa União Química, que recebeu negativas da Anvisa por não ter realizado estudos clínicos de fase 3 no Brasil. Além disso, a agência afirma que a empresa não entregou toda a documentação necessária para que os técnicos analisassem as condições e pudessem autorizar os estudos.

Mas o cenário começou a mudar nesta terça, quando a revista Lancet, referência na área científica, atestou os resultados divulgados pela Rússia. A publicação confirma que a Sputnik V tem eficácia de 91,6% para os casos sintomáticos de coronavírus. Depois disso, já na quarta (3), a Anvisa suspendeu a obrigatoriedade de estudos clínicos no país para aprovar o uso de imunizantes contra a Covid-19 em caráter emergencial.

Ainda assim, ao menos por enquanto, o Brasil tem apenas a Coronavac, produzida no país pelo Instituto Butantan, e a vacina da Universidade de Oxford, que aqui será produzida pela Fiocruz. Como são insuficientes as doses já disponíveis, a vacinação segue a passos lentos e os governantes admitem que será difícil atingir um contingente significativo de pessoas vacinadas ainda no primeiro semestre de 2021.

Ou seja, considerando o cenário atual, é pouco provável que os festejos juninos ocorram em junho. "Eu não quero descartar, não quero jogar balde de água fria em quem curte São João. Ainda é cedo, nós estamos iniciando o mês de fevereiro e quem sabe a gente consiga um volume maior de vacina, mas estará condicionado ao percentual de imunização que a gente conseguir e, evidente, ao estágio da contaminação que ocorrer lá na frente", ressalta Rui. Se a festa for cancelada, serão dois anos sem a celebração por conta da pandemia.

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