O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (22) que recorrerá ao Ministério da Defesa para tentar reforçar a campanha de vacinação no Brasil. Em conversa com apoiadores, Bolsonaro não entrou em detalhes se a demanda foi solicitada pelo Ministério da Saúde. O presidente tem mudado seu discurso em favor dos imunizantes.
"Vou levar hoje à Defesa a possibilidade de os batalhões nossos ajudarem na vacinação", disse o presidente. Jair Bolsonaro tem dado discursos sobre a sua proximidade com as forças armadas, chamando-as de "meu Exército", o que gerou incômodo entre militares. Além disso, Bolsonaro disse que o Brasil poderá vender vacinas "daqui a alguns meses". "Hoje, só lá embaixo na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) são 5 milhões (de doses da vacina produzidas) por semana. Já começamos a produção", destacou.
Em seguida, o presidente pôs em pratica a estratégia definida pela Secretaria Especial de Comunicação (Secom), na tentativa de dissipar a imagem de negacionista. “Nós reconhecemos o vírus, que tem de ser combatido. Fazemos o possível. Somos um dos países que mais vacinam no mundo”, insistiu. A Secom ainda publicou, em seus canais de comunicação, que Bolsonaro e o governo federal buscam, desde março de 2020, pelo imunizante.
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