Segunda, 06 de Julho de 2026 14:47
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,14 -0,55%
Euro R$ 5,88 -0,53%
Bitcoin R$ 347.977,35 ++2,09%
Bovespa 172.053,67 pontos -1.16%
Política em Foco Ex-deputada

Manuela d'Ávila comemora liberação do aborto, mas depois apaga tuíte

Ex-deputada chegou a fazer postagem em que chamou a liberação da prática, pela Justiça da Colômbia, de "histórica"

23/02/2022 08h19
Por: Keila Abreu Fonte: Pleno News
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

A ex-deputada federal Manuela D’Ávila virou alvo de críticas nas redes sociais após publicar, e em seguida apagar, um tuíte em que comemorava a liberação da prática do aborto em gestações de até 24 semanas na Colômbia. Na postagem, feita na segunda-feira (21), a ex-parlamentar havia classificado a decisão da Justiça colombiana como “histórica”.

Histórico! O aborto até 24 semanas, um tema de saúde pública, foi aprovado pela Suprema Corte da Colômbia – escreveu Manuela.

Tuíte feito por Manuela D’Ávila Foto: Reprodução/Twitter

Na manhã desta terça-feira (22), usuários no Twitter questionaram a ex-deputada sobre os motivos da postagem ter sido excluída. Nas mensagens, os internautas levantaram a possibilidade de que a decisão de apagar o tuíte poderia ter relação com o fato de 2022 ser um ano eleitoral e de que a parlamentar poderia precisar dos votos de eleitores contrários ao aborto.

SOBRE A LIBERAÇÃO DO ABORTO NA COLÔMBIA
O Tribunal Constitucional da Colômbia decidiu, nesta segunda-feira (21), descriminalizar o aborto nas primeiras 24 semanas de gravidez. Com a sentença emitida pela Corte, as mulheres poderão decidir sobre a interrupção da gravidez por qualquer motivo até o sexto mês de gestação, sem serem punidas por isso.

Anteriormente, o aborto só era permitido no país em casos de estupro, se a saúde da mãe estivesse em risco ou quando o feto apresentasse uma má formação que comprometesse a sua sobrevivência, nos moldes do que já é aplicado no Brasil.

A partir de agora, a “conduta do aborto só será punível quando for realizada depois da 24ª semana de gestação”, informou o tribunal. Após os seis meses de gestação, vigoram as condições já fixadas anteriormente pelo tribunal, afirmaram os juízes.

Com a decisão, a Colômbia se tornou o quinto país da América Latina a flexibilizar o acesso ao aborto, que é permitido na Argentina, no Uruguai, em Cuba e na Guiana. No México, é autorizado até 12 semanas em algumas regiões.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.