A Fifa está sendo cobrada para pagar os trabalhadores imigrantes que tiveram seus direitos humanos comprometidos durante a preparação para a Copa do Mundo no Catar. Um grupo de organizações não-governamentais pede um valor de pelo menos US$ 440 milhões, o equivalente a R$ 2,1 bilhões.
O grupo é composto pela Anistia Internacional, a Human Rights Watch, a Football Supporters Europe e a Federação Internacional de Trabalhadores.
As entidades apontam, segundo o GE, que há evidências documentadas da falta de proteção a esses trabalhadores durante os anos de preparação para a Copa.
O valor de US$ 440 milhões é próximo à premiação das seleções que estarão presentes na competição.
"O futebol internacional pode facilmente se dar ao luxo de fazer a coisa certa aqui. Esta é uma parcela comparativamente pequena do enorme prêmio em dinheiro da Fifa – e forneceria uma compensação real para as graves violações de direitos humanos que sustentam este torneio", disse, Sacha Deshmukh, CEO da Anistia Internacional do Reino Unido.
A Fifa, por sua vez, alega estar fazendo um trabalho sem precedentes em relação à proteção dos trabalhadores, em conjunto com o Comitê Organizador Local. Apesar disso, está analisando as propostas.
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