Um dia após o anúncio de que ocorrerá uma nova troca de comando na Petrobras, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o governo federal deseja dar “previsibilidade” aos reajustes dos combustíveis anunciados pela empresa. O vice também afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, sabe a pressão que sofre por conta dos combustíveis.
O Ministério de Minas e Energia anunciou na noite da segunda-feira (23), que o presidente da República, Jair Bolsonaro, decidiu demitir José Mauro Coelho do comando da Petrobras e indicar para o cargo o secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade.
– Isso aí é decisão tomada pelo presidente. Ele sabe as pressões que está sofrendo. Então, segue o baile. Vamos aguardar o que o Caio pode fazer. O que eu vejo no Caio é que ele é um cara competente. É um cara que foi muito bem-sucedido na iniciativa privada, veio para o governo – declarou Mourão.
De acordo com Mourão, o governo quer evitar flutuações nos preços. A estatal define os preços dos combustíveis com base na variação do petróleo no mercado internacional, política criticada por Bolsonaro, mas também por outros pré-candidatos nestas eleições, como o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).
– O que eu tenho visto é que querem dar uma certa previsibilidade. Em uma análise, vamos dizer, prospectiva do momento, aquelas flutuações que têm ocorrido semanalmente, você aguardar para ver qual é a diferença do vento mesmo. Eu acho que é isso que eles estão querendo fazer – afirmou o vice-presidente.
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