Apesar das divergências quanto a inspeção dos códigos-fonte das urnas eletrônicas, além de uma possível contagem paralela dos votos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) requisitou, por meio de ofício, o auxílio das Forças Armadas nas eleições deste ano. Os militares irão ajudar a garantir a segurança na votação em locais específicos definidos pela Corte eleitoral.
Segundo o governo federal, a medida é praxe e visa garantir “tranquilidade e a ordem pública”, em qualquer local do Brasil, durante as eleições. O contexto de 2022, entretanto, é diferente dos últimos pleitos eleitorais em que também houve a participação de militares para proteger os eleitores.
Isso porque, nas últimas semanas, as Forças Armadas, amparadas pelo Ministério da Defesa, têm atuado na fiscalização das urnas eletrônicas. O coronel do Exército Ricardo Sant’ana, inclusive, foi destituído da comissão após decisão do presidente do TSE, Edson Fachin. A decisão pela exclusão incomodou as Forças Armadas, que a consideraram “unilateral”.
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