A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) novos documentos de uma denúncia externada na segunda-feira (25), que diz que a chapa adversária, do petista Luiz Inácio Lula da Silva, teria um número maior de inserções em emissoras de rádio, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Entre outras coisas, a defesa do presidente alega que havia apresentado um “estudo técnico parcial”, visto que não tinha encerrada a compilação em todas as regiões do país. Na nova petição, os advogados de Bolsonaro forneceram um banco de dados feito pela consultoria contratada pela campanha do candidato do PL.
A defesa da campanha de Bolsonaro descreve a metodologia utilizada no levantamento com uma descrição do serviço prestado pela empresa. O documento afirma que foi criado um algoritmo que captura o áudio transmitido pelas rádios em tempo real na internet e, por consequência, o dispositivo compara com as inserções.
A banca jurídica do PL alega, inclusive, que em apenas uma semana a campanha de Lula teria tido um volume de 730 inserções a mais que a de Bolsonaro. Esse cálculo considera uma amostra que teria sido coletada em oito rádios de Pernambuco e Bahia. A equipe jurídica do presidente também aponta que teria havido um suposto “excesso de veiculação em favor da Coligação adversária, que diversas vezes extrapolou o limite de 25 inserções diárias”.
Os advogados encaminharam ainda um arquivo para acesso de profissionais designados pelo TSE para “a efetivação de todos os testes que julgarem necessários”.
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