O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Superior Tribunal Eleitoral Alexandre de Moraes negou que pretende adiar o término do horário de votação neste domingo (30). Ele ressaltou que as operações que estão sendo realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) não estão impedindo que os eleitores cheguem aos seus destinos para votar.
Moraes disse que não houve prejuízo para o eleitor até então, uma vez que as operações apenas retardaram as chegadas, mas nenhum ônibus retornou ao seu local de origem.
"Não há necessidade de superlativar essa questão. Isso vai ser apurado, e o diretor da PRF, que esteve aqui, explicou suas ações, e disse que não houve intenção de descumprimento da determinação e que essas inspeções duraram no máximo entre 15 e 20 minutos", afirma.
O ministro disse que agora, com o fim da reunião com a PRF, as operações irão cessar. Disse ainda que o diretor foi intimado, e que as operações realizadas foram feitas com base no código de trânsito brasileiro.
"Não houve determinação na PRF para que operações não fossem realizadas, mas para se evitar que a polícia fosse envolvida em questões políticas", diz.
Determinação
Na ação, Alexandre de Moraes determina a proibição, até o encerramento do segundo turno das eleições, de "qualquer operação da PRF relacionada ao transporte público, gratuito ou não, disponibilizado aos eleitores, nos termos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral". A pena é a responsabilização criminal do Diretor Geral da PRF, por desobediência e crime eleitoral, além da responsabilização dos respectivos executores das medidas.
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