Um pouco mais de um mês para o fim do mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) agiu rápido e nomeou dois aliados para mandatos de três anos como membros da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP).
Os cargos, inclusive, são estratégicos e podem ser considerados como umas pedrinhas no sapato de qualquer governo. Além disso, parte deles ainda terá até mesmo poder de investigar a conduta do primeiro escalão durante o mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As nomeações de Célio Faria Júnior, ministro-chefe da Secretaria de Governo, e o de João Henrique Nascimento de Freitas, assessor especial da Presidência, foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira, 18. Os mandatos ainda podem ser renovados ao final.
Ambos fazem parte da ala mais próxima a Bolsonaro. Célio, por exemplo, está com o atual chefe do executivo desde 2019. Enquanto isso, João Henrique é assessor direto do presidente.
A Comissão de Ética Pública é uma instância de consulta do presidente e dos ministros, responsável de auxiliar em assuntos como de de conflitos de interesses e também é responsável por apurar eventuais condutas em desacordo com o Código de Conduta da Alta Administração Federal.
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