Nem mesmo os ministros do presidente Jair Bolsonaro acreditam que a representação do PL contra as urnas gerem algum resultado que mude o resultado da eleição presidencial, que teve como vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A representação do PL, enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 22, pede a invalidação de votos de 279 mil urnas que teriam apresentado “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” no segundo turno.
Os ministros ouvidos pela coluna apontaram que a ação foi apenas uma tentativa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de aliviar a pressão interna que vinha sofrendo da ala mais radical do partido, que tenta mudar o resultado eleitoral.
A avaliação dos ministros e parlamentares próximos de Bolsonaro é de que os ministros do TSE vão arquivar a representação do PL sem sequer julgar seu mérito. “Não vai dar em nada. O TSE vai arquivar”, prevê um influente ministro do Centrão.
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, respondeu imediatamente a ação, e em despacho determinou que o PL também inclua na ação, em até 24h, o questionamento ao resultado do primeiro turno das eleições.
Segundo Moraes, os mesmos equipamentos questionados pelo PL foram utilizados nos dois turnos da eleição e, por isso, o questionamento sobre a funcionalidade das urnas também deve incluir o primeiro turno.
Vale lembrar que a segurança das urnas já foi comprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por parte das Forças Armadas. Três missões internacionais de observação eleitoral também emitiram relatórios preliminares atestando a segurança das urnas eletrônicas, logo depois do primeiro turno.
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