Os atentados às sedes dos Três Poderes da República, ocorridos na tarde deste domingo, 8, em Brasília, relançaram o debate sobre a separação do Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas distintas.
Aliados do governo federal, que sempre foram favoráveis à divisão das responsabilidades, defendem que a resposta aos atos golpistas teria sido mais intensa caso a Segurança Pública fosse um ministério independente.
Para algumas lideranças políticas, o fato de concentrar muitas funções em uma única pasta reduzem a atenção e limitam a força de execução das ações. Já os aliados do ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB) acreditam que o grande responsável pela falha na segurança pública seria o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
O presidente Lula (PT) chegou a defender a divisão da pasta durante sua campanha eleitoral, mas acabou anunciando o senador eleito Flávio Dino como ministro. A área de Segurança Pública segue sendo uma secretaria especial do Ministério da Justiça.
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