O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), vetou o nome de Bruno Eustáquio para secretaria-executiva do Ministério de Minas e Energia.
Segundo o jornal Estado de S. Paulo, a possível permanência do técnico no alto escalão do ministério vinha sofrendo intensa resistência do movimento sindical e de organizações sociais voltadas ao setor elétrico nas últimas semanas.
Há 10 dias, a “Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia”, coletivo que reúne 43 entidades da sociedade da civil organizada como movimentos sociais, sindicatos e federações, enviou carta ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais pedindo o veto a Eustáquio.
O documento pontua que a confirmação da indicação causaria “decepção” nos movimentos populares porque as “concepções e prática políticas” de Eustáquio seriam contrárias ao programa de governo eleito em outubro do ano passado.
Eustáquio ocupou cargos de relevância no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi secretário-executivo adjunto do próprio ministério e, depois, migrou para a pasta da Infraestrutura, onde também foi secretario-executivo. Além de atuar na preparação do processo de privatização da Eletrobras, foi membro do Conselho de Administração da antiga estatal.
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