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Política em Foco Economia

Lula afirma que governo tem direito de estabelecer política econômica

Presidente manda recado para o mercado financeiro em reunião com Conselho Político de Coalizão

08/02/2023 15h21
Por: Keila Abreu Fonte: Correio 24 horas
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 8, que o governo federal tem o direito de estabelecer a sua política econômica. A declaração aconteceu em reunião do Conselho Político de Coalizão. O petista disse também que seu programa político foi eleito pelas urnas. 

Presidentes e líderes de partidos que compõem a base aliada no Congresso Nacional estiveram hoje no Palácio do Planalto. A reforma tributária foi um dos assuntos tratados com Lula. A pauta é uma das prioridades do governo para aprovação em 2023. 

“Ninguém tem que ter vergonha de ser deputado, senador, de achar que foi eleito por isso ou aquilo. Vocês foram eleitos pelo povo brasileiro e, portanto, todos vocês e todo o governo tem o direito de estabelecer a sua política econômica, tem o direito de estabelecer a sua política social”, disse Lula. 

“E nós temos que tentar fazer, dentro das nossas possibilidades, aquilo que foi o propósito pelo qual nós ganhamos as eleições. Houve um programa, houve um discurso e houve uma votação. E o resultado somos nós”, completou o presidente. 

Lula afirmou também que não precisa "pedir licença para governar". De acordo com o presidente, o objetivo é "agradar o povo brasileiro".

“A gente não tem que pedir licença para governar, a gente foi eleito para governar. A gente não tem que tentar agradar ninguém. A gente tem que agradar o povo brasileiro, que acreditou num programa que nos trouxe até aqui”, apontou.

Participaram da reunião com Lula as legendas: PT, PCdoB, PSol, PDT, PSB, PV, União Brasil, Solidariedade, Avante, Podemos, Patriota, Rede, Cidadania, PSD e MDB. O encontro também contou com a presença do senador Jaques Wagner (PT), do líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Marina Silva (Meio Ambiente) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) também foram convidados. 

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