As negociações e movimentações políticas já foram retomadas no Congresso Nacional. Depois das eleições legislativas que reconduziram os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), a mais dois anos de mandato à frente da Casa, os parlamentares definiram o valor a ser pago em troca de apoio ao governo Lula (PT).
Segundo informações do site Metrópoles e de lideranças do 'Centrão', o Legislativo brasileiro já teria, inclusive, estabelecido o custo da primeira fatura capaz de desbloquear projetos que cheguem à Casa. Para a obtenção dos 308 votos necessários à aprovação da PEC da Reforma Tributária, por exemplo, seria preciso desembolsar R$ 3,7 bilhões.
Deputados da base aliada, assim como de partidos de oposição onde há governistas em potencial como Republicanos, PP e PL, estariam pedindo R$ 12 milhões, cada um, em troca de apoio ao Executivo nas primeiras tramitações.
Com o fim do 'Orçamento Secreto', os ministérios passaram a controlar as verbas de investimento cobiçadas pelo Congresso Nacional. Porém, negociações feitas diretamente com parlamentares seriam uma cópia conforme das práticas adotadas durante o último governo e já proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Atualmente, R$ 171 bilhões do Orçamento de 2023 estão cadastrados como verba discricionária dos ministérios. Antes do formato de distribuição de verbas adotado pelo governo Jair Bolsonaro (PL), as emendas de relator da gestão Michel Temer atendiam congressistas com recursos controlados pelos ministérios e eram classificados pelo jargão "RP 2".
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