O governo Lula (PT) vê com bons olhos a indicação do ex-candidato ao governo de Santa Catarina, Décio Lima (PT), para o comando do Sebrae, no âmbito nacional. A ideia seria ter o nome como diretor-presidente, segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, desta quinta-feira, 2.
O nome de um ex-ministro do Turismo, o Luiz Barreto, também é sondado para acompanhar Lima na gestão da instituição. Ele ocupou a posição entre 2008 a 2010. Barreto ocuparia a função de diretor técnico.
O ex-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, um amigo de Lula, articula possibilidade de destituição de toda a diretoria do Sebrae, desde o período de transição do governo. Os atuais gestores foram nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no final do último ano. Ele foi responsável pela nomeação de Carlos Melles para a atual função de diretor-presidente.
No próximo dia 8, um conselho formado por membros do governo petista fará uma reunião para deliberar sobre as mudanças. Essa será a terceira tentativa do governo de ocupar a diretoria do órgão ligado ao 'Sistema S', que tem um orçamento anual de cerca de R$ 5 bilhões, resultado das contribuições feitas por parte de diferentes empresas do país.
Pelo estatuto do Sebrae, a saída dos atuais nomes dos cargos de gestão ocorrerá apenas com a concordância de 11 dos 15 conselheiros. O governo já teria cinco votos e três conselheiros que estariam inclinados ao voto pelas alterações. Em suma, seria necessário o convencimento de pelo menos três conselheiros.
Do outro lado da moeda, representantes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) estariam resistentes com a ideia das trocas na direção.
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