Domingo, 05 de Julho de 2026 17:47
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,17 +0,00%
Euro R$ 5,91 +0,00%
Bitcoin R$ 343.161,73 ++0,13%
Bovespa 174.070,27 pontos +0.74%
Política em Foco Política

PF abre investigação para apurar suspeita de espionagem da Abin no governo Bolsonaro

Sem nenhum protocolo oficial, a ferramenta permitia que fossem monitorados os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses

17/03/2023 08h29 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Keila Abreu Fonte: Metro 1
Reprodução/Desconhecida
Reprodução/Desconhecida

A Polícia Federal (PF) determinou, na última quinta-feira (16), que seja instaurado um inquérito para investigar denúncias de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) usou um sistema secreto para monitorar celulares de milhares de brasileiros durante os três primeiros anos do governo Jair Bolsonaro. A ação foi determinada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB).

Sem nenhum protocolo oficial, a ferramenta permitia que fossem monitorados os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses, apenas a partir da inserção do número de um contato telefônico no programa. A informação foi publicada pelo jornal O Globo na última terça-feira (14) e confirmada pela Abin no dia seguinte.

“Tal ferramenta permitiria a obtenção, pela agência, de informações relacionadas aos usuários dos dispositivos móveis que por lei só podem ser acessadas pelas polícias judiciárias, mediante autorização judicial. A investigação está em sigilo e será conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal", informou a PF.

A investigação buscará responder quem foi monitorado, em qual período e o motivo e para quem serviriam essas informações. Além disso, a PF quer saber se foram feitos relatórios e onde estariam esses documentos elaborados.

As irregularidades teriam ocorrido entre 2019 e 2021, quando a Abin era vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo então ministro, General Augusto Heleno. Desde o início deste mês, a agência passou a ser vinculada à Casa Civil.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.