O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou na Odebrecht, entregou à Justiça fotos e gravações para fundamentar as acusações contra o ex-juiz da Lava Jato, o senador Sergio Moro (União Brasil). A informação foi revelada nesta segunda-feira, 27, pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
Os procuradores responsáveis pelo caso pediram que os materiais sejam mantidos sob sigilo nível quatro, que está entre os mais restritivos. Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro para a Odebrecht, na época em que trabalhava na companhia. Ele afirma que “pagou” pela sua liberdade, após ser preso pela Operação Lava Jato, em 2016.
O novo juiz da Lava Jato, Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, revogou no último dia 16 a ordem de prisão preventiva contra o advogado, ainda relacionada com a acusação de lavagem de dinheiro.
Seis meses após ser preso em 2016, Tacla Duran disse que foi procurado pelo advogado Carlos Zucolotto Júnior, que era sócio de Rosângela Moro, mulher do ex-juiz.
Zucolotto teria feito a oferta de um acordo de colaboração premiada, que seria fechado com a concordância de "DD" (iniciais do ex-procurador da República Deltan Dallagnol). Em troca, queria US$ 5 milhões de dólares, valor que deveria ser transferido “por fora”.
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