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Política em Foco E.C Bahia

Ministro de Bolsonaro veio à Bahia pedir apoio da PF para dificultar fluxo de eleitores

Movimentação de Anderson Torres, efetivada no segundo turno das eleições, interferiu em locais onde Lula tinha maior número de votos

03/04/2023 11h43
Por: Keila Abreu Fonte: Correio 24 horas
(Wilson Dias/Agência Brasil)
(Wilson Dias/Agência Brasil)

Uma viagem de Anderson Torres, então ministro da Justiça do governo Bolsonaro, à Bahia, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, entrou na mira de investigações. Na ocasião, o gestor pediu pessoalmente à superintendência da PF baiana que atuasse junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) no reforço de fiscalizações em rodovias. 

Apesar de ação ter como justificativa oficial o pretexto de reforçar o contingente da Polícia Federal (PF) no estado contra supostos crimes eleitorais, investigadores ouvidos pelo blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, apontaram que, na verdade, estava pautada a interrupção de fluxo de eleitores na região, com a finalidade de prejudicar a eleição de Lula (PT). 

No dia 30 de outubro, segundo turno das eleições, a PRF realizou múltiplas blitze e parou veículos que transportavam eleitores em todo o país. A maior parte das operações, mesmo tendo sido proibidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aconteceu em estados e cidades nordestinas, onde o petista já demonstrava probabilidade de vitória.

A Bahia é o estado onde Lula teve, proporcionalmente, sua maior votação. No primeiro turno, obteve 69,7% dos votos, enquanto Bolsonaro teve 24,3%. No segundo turno, pouco mais de 2 milhões de votos garantiram vantagem a Lula. 

A presença de Torres na Bahia chocou investigadores ouvidos à época pelo blog, e é classificada como pressão do governo Bolsonaro à superintendência regional para favorecer o então presidente da República com o uso da máquina.

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