O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quinta-feira (6), a respeito de uma possível mudança na meta da inflação, com o intuito de segurar a taxa de juros no território brasileiro. A possibilidade de alteração foi cogitada na semana passada pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.
Campos Neto declarou que para atingir a meta de inflação atual, a taxa de juros deveria estar em 26,5%, quase o dobro da taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), 13,75%, e questionou se essa era uma possibilidade plausível.
"Esses dias, eu li uma frase que eu não sei se foi dita pelo presidente do Banco Central que, para atingir a meta de 3%, precisaria de juro de 20% [Campos Neto falou em 26,5%]. Não sei se foi verdade isso, mas no mínimo é uma coisa não razoável. Porque se a meta [de inflação] está errada, muda-se a meta", disse.
"Eu disse que não ia discutir meta, porque esse é um problema da autonomia do Banco Central e do Senado, que aprovou a autonomia do Banco Central. Ele [Campos Neto] que tenha a sua autonomia, e o povo brasileiro que fique analisando", concluiu.
Governo Federal Lula faz gesto com dedo do meio durante discurso no Planalto e gera repercussão
Justiça Moraes prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro, mantém tornozeleira e determina apreensão de armas
Parceira Lula liga para Jerônimo e manda recado para políticos baianos; assista
AtlasIntel/Bloomberg 74% acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens do Banco Master, aponta pesquisa
Internacional Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 2.295; governo decreta sete dias de luto
Política Câmara aprova urgência para projeto que equipara misoginia ao crime de racismo