Deltan Dallagnol (Podemos-PR), deputado federal cujo mandato está em processo de cassação, disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) combinaram de retirá-lo do seu mandato antes de o tema ser julgado pelo plenário da Corte.
"Uma decisão uniforme quando existe toda uma unanimidade em contrário, em 66 segundos, faz com que a conclusão seja aquela para a qual apontou o ministro Marco Aurélio Mello: essa decisão foi combinada. Ela foi combinada e guiada por interesses", afirmou o deputado.
O ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato criticou, principalmente, o ministro Benedito Gonçalves e disse que a ideia do relator é fortalecer uma candidatura ao Supremo. "O ministro condutor do voto trouxe um voto que objetiva entregar a minha cabeça em troca da perspectiva de fortalecer a sua candidatura ao Supremo".
A decisão foi por unanimidade e ocorreu no último dia 16. Segundo Dallagnol, os integrantes da Corte foram influenciados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Deltan afirmou que tem esperança de que a decisão do TSE seja ignorada pelos integrantes da Mesa Diretora da Câmara.
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