A Câmara aprovou na quarta-feira (24) um requerimento para urgência na tramitação do projeto de lei que define um marco temporal para demarcação de terras indígenas. Com apoio amplo, a urgência teve 324 votos favoráveis, 131 contrários e uma abstenção.
De acordo com informações do Estado de S. Paulo, a sessão foi encerrada depois que a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) protestou contra o marco temporal. Ela chegou a ter o microfone cortado depois de declarar: "Vocês são assassinos do nosso povo indígena".
O objetivo da Câmara com a aceleração do projeto é se antecipar ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto, marcado para o dia 7 de junho. A tendência é que a Corte derrube a tese, que define a data de promulgação da Constituição, em 1988, como marco temporal para a definição da ocupação de terras por indígenas.
O PT orientou a bancada a votar contra a celeridade. No entanto, a liderança do governo liberou a base aliada para se posicionar como quisesse.
A autoria do projeto é do deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), enquanto que o requerimento de urgência é do deputado Zé Trovão (PL-SC).
Governo Federal Lula faz gesto com dedo do meio durante discurso no Planalto e gera repercussão
Justiça Moraes prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro, mantém tornozeleira e determina apreensão de armas
Parceira Lula liga para Jerônimo e manda recado para políticos baianos; assista
AtlasIntel/Bloomberg 74% acreditam que Jaques Wagner recebeu vantagens do Banco Master, aponta pesquisa
Internacional Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 2.295; governo decreta sete dias de luto
Política Câmara aprova urgência para projeto que equipara misoginia ao crime de racismo