O governo Lula exonerou o chefe da assessoria especial de Planejamento e Assuntos Estratégicos do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Saulo Moura da Cunha.
Oficial de carreira da Agência Brasileira de Inteligência, Saulo havia sido nomeado por Lula como diretor-adjunto da Abin em janeiro.
Ele foi exonerado do cargo em março e, em abril, escolhido para chefiar a assessoria especial de Planejamento e Assuntos Estratégicos do GSI.
Moura assumiu as funções no GSI no dia 13 de abril. No dia 19, uma semana depois, foram divulgadas as imagens do então ministro-chefe do GSI, Gonçalves Dias dentro do Palácio do Planalto durante a invasão do dia 8 de janeiro.
As imagens provocaram o pedido de demissão de Gonçalves Dias da chefia do GSI. Moura era um dos poucos remanescentes do período ainda em atividade no GSI.
Ele deverá ser ouvido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga os atos de 8 de janeiro. Sua convocação foi pedida pelo deputado Delegado Ramagem, sob a justificativa de que ele era diretor-adjunto da Abin no dia das invasões.
Na Abin desde 1999. Saulo Moura da Cunha já foi adido de Inteligência no Japão, diretor do Departamento de Contraterrorismo e diretor do Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).
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