O vice-procurador-geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco, disse, nesta quinta-feira (22), primeiro dia do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral, que houve abuso de poder político do ex-presidente no episódio da reunião com embaixadores no Palácio do Alvorada.
Gonet enxergou a situação como instrumento de manobra eleitoreira e defendeu a condenação e a inelegibilidade de Bolsonaro por oito anos. Para ele, o episódio tem todos os elementos que configuram abuso de poder político: além de agente público envolvido, tem desvio de finalidade e a busca por vantagem eleitoral.
Bolsonaro e o candidato a vice-presidente na chapa, Walter Braga Netto, respondem a um processo do PDT, que os acusam de poder político e uso indevido dos meios de comunicações por conta da reunião com os embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022. No episódio, transmitido ao vivo, ele fez ataques às urnas eletrônicas e levantou dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Nesta quinta-feira (22), aconteceu a primeira sessão do caso, que foi aberta pelo o relator, ministro Benedito Gonçalves. Gonet falou por 30 minutos depois da manifestação do advogado de Bolsonaro, Tarcísio Vieira de Carvalho e a defesa do PDT, Walber Agra. A Corte retomará a análise do caso na próxima terça-feira (27), às 19 horas.
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