O advogado Cristiano Zanin enviou petições ao Supremo Tribunal Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral para deixar a defesa de Lula nas Cortes. O recém-aprovado ministro declarou-se impedido e pediu que o nome de seus sócios, entre eles o da mulher Valeska Zanin, continuem nos autos.
No STF, Zanin ainda atuava em favor de Lula em uma ramificação da operação Lava Jato. A defesa do presidente pedia a íntegra do acordo de leniência da Odebrecht com os procuradores do Paraná, além das mensagens obtidas pela Vaza Jato, na operação Spoofing.
Foi por meio desse processo que os direitos políticos de Lula foram restabelecidos e as ações da Lava Jato contra o atual presidente da República foram arquivadas.
Já na Justiça Eleitoral, o advogado participava da equipe jurídica da coligação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV.
Um dos últimos atos do advogado como contratado da coligação foi assinar um pedido de intimação contra o ex-diretor da Polícia Federal Rodoviária, Silvinei Vasques, pelas operações que prejudicaram os eleitores lulistas de votarem no 2º turno de 2022.
A posse de Cristiano Zanin como ministro do Supremo Tribunal Federal está marcada para 3 de agosto, logo depois do recesso do Judiciário.
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