O apagão que atingiu 25 estados e o Distrito Federal, nesta terça-feira (15), foi a primeira crise no exercício da Presidência da República, assumida pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Paraguai para acompanhar a posse do presidente Santiago Peña.
A participação mínima de Alckmin no enfrentamento da crise foi encarado de forma negativa por governistas, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. A decisão de manter agendas públicas do dia, apesar da maior parte do país estar sem energia elétrica, foi um dos pontos mais criticados na atuação do vice-presidente.
Ao ficar ciente sobre a queda de energia nacional, Alckmin manteve contato com o Ministério das Minas e Energia para acompanhar atualizações a respeito da situação. Ele também deu o aval para que um gabinete de crise fosse estabelecido e discutiu a possibilidade de antecipação do retorno do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que também estava no Paraguai.
Três horas depois do início do apagão, Alckmin concedeu uma breve entrevista, onde afirmou que não esteve “na linha de frente” para solucionar o problema. "Não, não [tomei medidas]. O Ministério das Minas e Energia já estava atuando, só nos colocou aqui a par, mas já está praticamente superado", declarou o vice-presidente a jornalistas.
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