Domingo, 05 de Julho de 2026 07:01
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,17 +0,00%
Euro R$ 5,91 +0,00%
Bitcoin R$ 342.559,95 -0,05%
Bovespa 174.070,27 pontos +0.74%
Política em Foco Congresso

Oposição retoma maioria da CPI do MST

Partidos como PP e Republicanos trocaram seus integrantes por nomes contrários ao governo do presidente Lula a uma semana da apresentação do relatório

28/08/2023 12h42
Por: Redação Fonte: O Antagonista
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Sem definição da reforma ministerial por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), partidos como PP e Republicanos trocaram seus integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Com a dança das cadeiras na CPI do MST, a oposição voltou a ter maioria dentro do colegiado e a expectativa é de que o relator, deputado Ricardo Salles (PL-SP), proponha o indiciamento de aliados do Palácio do Planalto.

O PP, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), cedeu as suas vagas dentro da CPI para nomes do PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Republicanos retirou dois deputados afinados ao ex-presidente, mas não os substitui por governistas, como queria os articuladores de Lula. O União Brasil, que conta com três ministérios, também ensaia um movimento que pode substituir os deputados titulares, Damião Feliciano (PB) e Gaguim (TO), mais afeitos a Lula, pelos suplentes na comissão Coronel Assis (MT) e Coronel Ulysses (AC), simpáticos a Bolsonaro, informa o jornal O Globo.

Com isso, a oposição passou a ocupar 15 cadeiras na comissão, contra nove da base da base governista. Além disso, o relator pretende pedir o indiciamento de aliados do governo Lula, como o líder da Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade (FNL), José Rainha, e do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA). O relatório da CPI do MST deve ser apresentado até o dia 1º de setembro.

A intervenção do governo na CPI levou o comando da comissão a desistir de pedir sua prorrogação. Havia a expectativa, também, de que o relatório final de Salles fosse rejeitado. Com a reviravolta desta semana, a possibilidade de um documento duro para o governo Lula ser aprovado aumenta consideravelmente.

Essa foi a comissão mais incômoda para o Palácio do Planalto nesta legislatura. Ao longo de suas sessões, a oposição expôs críticas de ex-militantes sem-terra e acossou apoiadores do governo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.