A implementação de câmeras nos uniformes de policiais militares e nas viaturas da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) é uma velha pauta da política baiana. Em entrevista terça-feira, 26, o ministro Rui Costa (PT), da Casa Civil, defendeu a implementação dessas tecnologias no estado. Segundo ele, que governou a Bahia entre 2015 e 2022, o avanço é importante para auxiliar no combate à violência.
“Eu sou a favor do uso amplo e irrestrito da tecnologia para a área de segurança. Nós iniciamos um dos maiores investimentos do Brasil em segurança pública, inclusive utilizando a tecnologia. Nós implantamos mais de 4 mil câmeras de reconhecimento facial. Hoje, todas as estações do metrô, rodoviária, todos os lugares prioritários estão sendo monitorados”, disse Rui.
“É importante que a gente possa, a partir do governo federal, apoiar os estados na ampliação desses investimentos, assim como câmeras em viaturas, câmeras no fardamento. Todas as tecnologias que busquem constranger, inibir, identificar criminosos e trazer todas as ações para a legalidade são importantes”, complementou o ministro.
Rui ainda reforçou que o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve ajudar na aquisição de câmeras para os uniformes policiais e para as viaturas da Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tratou do tema em Brasília nesta segunda-feira, 25.
“O ministro [da Justiça e da Segurança Pública] Flávio Dino ontem esteve reunido com o governador Jerônimo e deve apoiar o estado na cessão de câmeras para a Bahia: sejam câmeras para os policiais, sejam câmeras para as viaturas ou câmeras de monitoramento”, revelou o ex-governador do estado.
O ministro da Casa Civil, porém, pediu ajuda do Poder Judiciário no combate ao crime organizado. Para Rui, é preciso agilizar o processo de julgamento das pessoas que se encontram no sistema prisional, isolando os grandes criminosos em prisões de segurança máxima e protegendo os pequenos infratores da influência do crime organizado.
“Toda tecnologia é muito bem-vinda, como drones que possam fazer mapeamento, identificação de riscos, para que a gente retorne à paz e possa, junto com o sistema judicial, garantir que a gente possa fazer julgamento dos presos. Infelizmente, boa parte dos presos do país sequer foi julgada. Do outro lado, pessoas que cometeram irregularidades de baixo impacto contra a vida junto com pessoas extremamente perigosas, que diariamente ordenam a morte de outras pessoas”, avaliou Rui Costa.
“É preciso que haja essa agilidade, assim como discutir no CNJ [Conselho Nacional de Justiça] essa persistência dos criminosos perigosos estarem conseguindo liminares judiciais para irem para presídios que eles querem estar. É preciso garantir que gente que manda matar os outros de dentro dos presídios possa ficar em presídios de segurança máxima, evitando uma sequência de militares que eles conseguem para retornar aos presídios de origem”, complementou o ministro.
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