O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quarta-feira, 18, o ataque a um hospital na Faixa de Gaza, que teria deixado 471 mortos. De acordo com o Ministério da Saúde da Palestina, a maioria das vítimas são mulheres e crianças. Lula classificou o ataque como uma "tragédia injustificável".
"Guerras não fazem nenhum sentido. Vidas perdidas para sempre. Hospitais, casas, escolas, construídas com tanto sacrifício destruídas em instantes. Os inocentes não podem pagar pela insanidade da guerra", afirmou.
O Hamas apontou Israel como responsável pelo ataque e chamou o ato de "genocídio". O país, por sua vez, acusou a Jihad Islâmica, que também negou envolvimento. Em visita a Israel, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reforçou a declaração israelense.
Lula também refez um apelo por uma intervenção humanitária internacional em Gaza. "Lancemos mão de todos os recursos para pôr fim à mais grave violação aos direitos humanos no conflito no Oriente Médio".
"O hospital era um dos 20 no norte da Faixa de Gaza que estavam recebendo ordens de evacuação dos militares israelenses. A ordem de evacuação foi impossível de ser cumprida devido à insegurança atual, à condição crítica de muitos pacientes e à falta de ambulâncias, equipe, capacidade de leitos do sistema de saúde e abrigo alternativo para os deslocados", declarou em nota a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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