A empresa Proquigel paralisou as atividades industriais da Unigel Agro, antiga Fafen, em Camaçari. O Sindquímica Bahia informou que na quarta-feira (1) a direção fez um comunicado ao sindicato informando da decisão, que implica na demissão de 264 trabalhadores. A fábrica é responsável pela produção de fertilizantes nitrogenados da Petrobras.
Os afetados chegam a 384, contabilizado os 264 funcionários diretos e 120 indiretos. De acordo com o comunicado enviado ao sindicato, eles cumprirão aviso prévio trabalhado de 30 dias.
Segundo a empresa, a unidade de Camaçari opera de maneira deficitária desde o fim de 2022, em razão "do alto custo do gás natural fornecido pela Petrobras que torna o preço final do produto acabado (fertilizantes) impraticável face aos preços praticados no mercado internacional". A empresa tem uma outra unidade em Candeias.
A companhia diz que durante todo esse período buscou "incontáveis vezes" negociar com a Petrobras para uma redução do preço do gás natural, mesmo que temporariamente, para que ficasse viável a operação da Unigel Agro BA. "Mas até a presente data nenhum esforço foi feito pela Petrobras, a qual mantém, até a presente data, preços insuportáveis e infinitamente superiores aos praticados no mercado internacional", diz o texto. A companhia diz que tentou negociações com o governo federal por meio de ministérios e secretarias, sem sucesso.
Uma outra solução apresentada, segundo a empresa, seria a formalização de um Contrato de Tolling, mas até agora a Petrobras também não aceitou essa proposta.
“Ou seja, além de estar suportando uma operação deficitária desde o final de 2022, a Proquigel envidou todos os seus esforços na busca de soluções que viabilizassem a continuidade da operação industrial, mas infelizmente não obteve êxito, o que infelizmente leva a Proquigel ao encerramento das operações industriais da Unigel Agro BA (Fafen-BA)”, conclui o comunicado.
Fechada durante o governo de Michel Temer, em 2016, a Fafen foi arrecadada por dez anos durante a gestão Bolsonaro para a Unigel. Além das duas unidades na Bahia, a fábrica de fertilizante também está presente na cidade de Laranjeiras, em Sergipe.
Sindicato se posiciona
O sindicato diz que os trabalhadores afetados são especializados e alguns vieram de outro estado para trabalhar na indústria. “A nossa preocupação enquanto sindicato que defende os direitos dos trabalhadores é a preservação dos postos de trabalho, com uma solução imediata que venha do governo da Bahia ou do governo federal, por meio da Petrobras, que pode retornar a operação com as Fafens. Independentemente da solução encontrada, queremos a garantia de que todos os trabalhadores serão aproveitados”, cobra José Pinheiro, diretor do Sindiquímica Bahia.
O sindicato diz ainda que as unidades já estão paradas devido ao aumento no preço do gás natural e a redução dos preços da ureia, já que concorrentes internacionais deixariam a concorrência inviável no país.
Cultura popular Exposição de Mestre Bule Bule apresenta história de Camaçari em versos de cordel
Violência Mulher sofre tentativa de feminicídio diante dos quatro filhos em Camaçari
Operação Hybris Polícia Civil faz operação e apreende munições em condomínio de luxo em Camaçari
Camaçari Homem fica preso às ferragens e bebê de 5 meses está entre vítimas de acidente na Estrada da Cetrel
Camaçari ACM Neto defende liberdade do eleitor e critica tentativa de tutelar voto: 'Não dá para brigar com a vontade do povo'
Camaçari Corpo de jovem desaparecido na praia de Guarajuba é encontrado em Vila de Abrantes