O ministro Edson Fachin, relator dos processos remanescentes da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STJ), votou por rejeitar mais uma denúncia contra a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Julgado no plenário virtual, em que os ministros votam remotamente, Fachin foi o único a votar até o momento.
A sessão desse caso está prevista para durar até às 23h59 do dia 20 de novembro. Após analisar o caso, o ministro escreveu haver “insuficiência de elementos indiciários” para sustentar a denúncia, havendo “vácuos investigativos intransponíveis” para demonstrar os supostos crimes praticados.
A denúncia foi apresentada em abril de 2018 pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e tinha como fonte delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. No documento, Gleisi foi acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por supostamente ter recebido R$ 3 milhões em propina da empreiteira para arcar com despesas da campanha, quando concorreu ao governo do Paraná em 2014.
Os demais ministros do Supremo devem se manifestar no caso, com a exceção do ministro Cristiano Zanin, que se encontra impedido de votar por ter atuado no processo quando era advogado.
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