O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizou novas declarações controversas e deméritas nesta quarta-feira (7), durante sua agenda no Rio de Janeiro. Em visita ao Complexo do Alemão, acompanhado por uma grande comitiva presidencial e pelo prefeito Eduardo Paes, o petista mirou suas falas na classe dos ajudantes gerais.
Durante seu discurso na capital carioca, Lula destacou que, ao longo da história do Brasil, a prioridade sempre foi dada ao trabalho em detrimento da educação. Ele ressaltou que, em séculos passados, as opções eram limitadas, entre trabalhar na lavoura de cana ou ser escravo, e que os estudos não eram valorizados.
O presidente prosseguiu traçando um panorama da evolução dos trabalhos no país, mencionando o surgimento das fábricas. Nesse contexto, Lula fez uma observação polêmica:
"E agora [a atuação é de] trabalhar em fábrica".
Ao abordar o papel dos ajudantes gerais, Lula declarou: "Mas em fábrica a gente sabe que a gente tem que ter uma profissão. Se a gente não tiver profissão, a gente vai ser ajudante geral. E ajudante geral não ganha nada". Em seguida, fez uma analogia sobre relacionamentos, sugerindo que mulheres não desejariam se envolver com homens que, em suas palavras, 'não tem profissão. No entanto, apesar da fala negacionista, ajudante geral é, sim, uma profissão.
"Ninguém, nenhuma mulher quer namorar com um cara que mostra a carteira profissional. 'Qual é tua profissão? Ajudante geral'. A mulher fala: 'Pô, cara. Nem uma profissão você tem pra levar feijão e arroz pra casa no final do mês. E as crianças que vão nascer? Como a gente vai cuidar?'", disparou o esquerdista.
Nas redes sociais, as reações foram variadas. As declarações do presidente têm sido interpretadas como preconceito social, que ocorre quando uma pessoa é tratada de modo diferente por questões econômicas, nível de escolaridade e acesso a renda e bens de serviço. Há quem também veja um comportamento 'machista', como o recente episódio em que ele rotulou uma mulher negra.
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