A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar até esta sexta-feira, 5, sobre as explicações enviadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da sua estadia na embaixada da Hungria.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou o caso ao órgão para elaboração de um parecer. No entanto, só depois das considerações do procurador-geral, Paulo Gonet, é que Moraes vai analisar o caso.
A debate gira entorno se Bolsonaro tentou ou não pedir asilo ao passar dois dias na embaixada da Hungria, após ter seu passaporte apreendido e aliados políticos presos.
O ex-presidente nega e sua defesa disse que a hipótese é ilógica e que não há risco de fuga do país.
Bolsonaro ficou de 12 a 14 de fevereiro na embaixada húngara, em Brasília. A informação foi revelada pelo jornal norte-americano “The New York Times”.
O ex-mandatário está proibido de deixar o Brasil e teve que entregar seu passaporte. A decisão com a determinação foi dada por Moraes no começo de fevereiro, na investigação que apura suposta tentativa de golpe de Estado.
Alvo de investigações criminais no Supremo, Bolsonaro não poderia ser preso em uma embaixada estrangeira porque estaria legalmente fora do alcance das autoridades brasileiras.
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