O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sendo a principal aposta do Partido dos Trabalhadores (PT) para se manter no poder em 2026. De acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Instituto Paraná, o líder petista é o único nome do partido com chances concretas de competir em pé de igualdade com Jair Bolsonaro (PL) e outros adversários no próximo pleito presidencial. Caso decida disputar a reeleição, Lula enfrentaria o desafio de conduzir a campanha com 80 anos de idade, marcando uma das eleições mais polarizadas da história recente do país.
Na pesquisa espontânea, onde os entrevistados declaram suas preferências sem uma lista de candidatos, Lula lidera com 20,1% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 16,7%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), figuram como os únicos outros nomes a ultrapassarem 1%, mas sem atingir 2%. A pesquisa aponta também um alto índice de indecisos, com 49,8%, enquanto votos brancos e nulos somam 6,8%.
Haddad perde força nos cenários estimulados
Quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, substitui Lula em cenários estimulados, onde uma lista de candidatos é apresentada, o desempenho do PT se enfraquece. Haddad aparece em terceiro lugar com 18,1% das intenções de voto, atrás de Tarcísio de Freitas (26,6%) e Ciro Gomes (23,7%).
Em outro cenário, com Michelle Bolsonaro representando o PL, Haddad cai para 17,9%, sendo superado pela ex-primeira-dama, que lidera com 29,5%, e por Ciro, com 21,7%. Esses números indicam que o ministro enfrenta dificuldades para herdar o protagonismo de Lula e se consolidar como uma alternativa competitiva.
Camilo Santana e Gleisi Hoffmann enfrentam baixa viabilidade
Outros nomes do PT, como o ministro da Educação, Camilo Santana, e a presidente nacional da sigla, deputada Gleisi Hoffmann, também foram testados pelo Instituto Paraná. Ambos apresentaram desempenho fraco, com Santana alcançando apenas 6,9% e Hoffmann abaixo de 10%.
A pesquisa reforça o desafio do PT em construir sucessores viáveis e competitivos para 2026. Enquanto Lula mantém sua força como principal liderança do partido, sua candidatura à reeleição com 80 anos de idade seria uma aposta arriscada e representaria um teste significativo para sua saúde e resistência política em um cenário cada vez mais polarizado.
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