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Política em Foco Mudança

Trump retira os EUA da OMS: “Eles nos roubaram. Isso não vai acontecer mais”

A decisão de romper com a organização ocorreu logo após o anúncio de que os EUA também se retirariam do Acordo Climático de Paris.

21/01/2025 09h03
Por: Redação Fonte: Correio 24h
Shutterstock
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O presidente Donald Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos de qualquer envolvimento ou financiamento à Organização Mundial da Saúde (OMS), durante uma fala a jornalistas após tomar posse. A OMS, com sede em Genebra, foi um ator central na luta contra a pandemia de Covid-19 e  atua no combate a doenças em nível global.

Além disso, o governo Trump informou que abandonaria as negociações relacionadas ao Acordo Pandêmico, uma iniciativa internacional destinada a criar diretrizes para que o mundo esteja mais preparado para futuras pandemias. "A OMS nos roubou. Isso não vai acontecer mais", declarou Trump ao assinar ordens executivas.

A decisão de romper com a organização ocorreu logo após o anúncio de que os Estados Unidos também se retirariam do Acordo Climático de Paris. Trump justificou sua decisão, alegando que a contribuição americana à OMS era desproporcional em relação à dos chineses. A contribuição dos EUA seria de cerca de US$ 500 milhões, enquanto a da China seria inferior a US$ 100 milhões. "Vocês acham isso justo?", questionou o presidente.

Além dos motivos financeiros, a extrema-direita criticava a OMS por ser vista como uma defensora de políticas de saúde reprodutiva e sexual, e também por suas críticas à forma como Trump lidou com a pandemia de covid-19. Durante a crise, o governo dos EUA acusou a China de influenciar a OMS e seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, foi alvo de ataques nas redes sociais, sendo acusado de colaborar com Pequim para encobrir a origem do vírus.

Após essa ruptura, os EUA começaram a retirar seu apoio à organização. No entanto, em 2020, o presidente Joe Biden reverteu essa decisão.

Sob a administração de Biden, as novas diretrizes incluem suspender a transferência de fundos e recursos para a OMS, reatribuir funcionários americanos da organização e buscar parceiros internacionais mais confiáveis para assumir as funções da entidade. 

Além disso, o Secretário de Estado dos EUA notificará o Secretário-Geral das Nações Unidas, a liderança da OMS e outros responsáveis sobre a retirada dos Estados Unidos da organização. Enquanto esse processo estiver em andamento, o governo americano interromperá as negociações relacionadas ao Acordo Pandêmico da OMS e aos regulamentos internacionais de saúde, deixando claro que qualquer ação relacionada a esses acordos não terá efeito vinculante para os EUA.

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