O presidente Lula (PT) se esquivou sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) que acusa o seu antecessor Jair Bolsonaro (PL) de tentativa de golpe de Estado. À imprensa, o petista defendeu o direito à ampla defesa dos acusados.
Sem citar o seu rival político, o chefe do Executivo federal mencionou as contestações da PGR sobre a tentativa do grupo de Bolsonaro o envenenar, sendo essa considerada uma das denúncias mais graves.
“O que eu posso dizer é que nesse país, no tempo em que eu governo o Brasil, todas as pessoas têm direito à presunção de inocência. Se provarem que não tentaram dar golpe e que não tentaram matar o presidente, o vice e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ficarão livres e serão cidadãos que poderão transitar pelo Brasil inteiro”, disse o petista nesta quarta-feira (19).
"Se na hora que os juízes forem julgar, chegarem à conclusão que são culpados, eles terão que pagar pelo erro que cometeram. O processo vai para a Suprema Corte, e eles terão todo o direito de se defender. Não posso comentar mais nada do que isso", completou.
Além de Bolsonaro, outros 33 aliados foram acusados pela trama golpista. As denúncias foram encaminhadas ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, na noite de terça-feira (18), e ainda dependem da sua análise para serem enviadas à Primeira Turma da Corte.
Apesar das queixas, Bolsonaro e os seus aliados ainda não se tornaram réus no caso da trama golpista.
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