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Política em Foco Em São Paulo

Bolsonaro fala em ajuda internacional e critica TSE em ato por anistia na Paulista

Em ato na Avenida Paulista neste domingo (6/4), o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o TSE e alegou perseguição à direita

06/04/2025 22h38
Por: Redação Fonte: Metropoles
DANILO M. YOSHIOKA / ESPECIAL METRÓPOLES
DANILO M. YOSHIOKA / ESPECIAL METRÓPOLES

Durante discurso no ato pela anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, realizado neste domingo (6) na Avenida Paulista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter esperança em uma reviravolta que o permita disputar as eleições presidenciais de 2026. Bolsonaro mencionou uma possível ajuda internacional e a mudança na composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como caminhos para reverter sua inelegibilidade.

Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral e o Judiciário brasileiro, dizendo ter sido vítima de um “golpe” durante as eleições de 2022. Ele apontou o TSE como o principal responsável por sua inelegibilidade, mas disse confiar em uma nova configuração da Corte em 2026, quando o ministro André Mendonça, indicado por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF), deve assumir a presidência do tribunal eleitoral.

Ao longo de sua fala, o ex-presidente também apostou em apoio internacional, citando diretamente os Estados Unidos. Bolsonaro mencionou a ausência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, que está morando fora do Brasil e, segundo ele, mantém contato com autoridades americanas. Ele ainda comentou sobre o julgamento de Filipe Martins, ex-assessor preso preventivamente, que será ouvido por um tribunal na Flórida nesta semana.

Bolsonaro afirmou que sua saída do país, em dezembro de 2022, foi o que impediu sua prisão ou morte, insinuando que havia uma conspiração para eliminá-lo durante os eventos de 8 de janeiro. O ex-presidente chamou Lula de “vagabundo” e sugeriu que o atual governo teria planejado um “golpe perfeito” contra ele.

Por fim, Bolsonaro afirmou que a direita sofre perseguição judicial em todo o mundo, citando casos como o de Donald Trump, Marine Le Pen e o romeno Calin Georgescu. Em inglês hesitante, ele criticou a prisão de trabalhadores simples no Brasil por “tentativa de golpe”, o que classificou como uma vergonha, gerando reações e memes nas redes sociais.

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