Salvador entrou, nesta sexta-feira (3), para a lista de cidades com casos suspeitos de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas. O registro, que não é de óbito, ainda está pendente de confirmação. Este é o segundo caso a entrar em investigação no estado. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde (MS).
O primeiro caso foi notificado em Feira de Santana, no centro-norte do estado. A vítima é Marcos Evandro Santana da Costa, de 56 anos, que morreu na madrugada desta sexta-feira, após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Queimadinha. O homem possuía histórico de dependência de álcool e foi encontrado por familiares em casa, com alteração do nível de consciência e palidez.
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com o objetivo de confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação. O resultado deve sair em até sete dias.
A Sesab foi procurada pelo CORREIO sobre o caso de Salvador, mas informou que ainda não dispõe de informações.
Em todo o país, até às 16h desta sexta-feira, o ministério calculou 128 notificações por esse tipo de intoxicação, sendo que 116 são em São Paulo (11 confirmados, 90 em investigação e 15 descartados), seis casos em investigação em Pernambuco, dois em investigação na Bahia e no Distrito Federal, e um caso está sendo investigado no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Do total dos casos, 12 são de óbitos. Um óbito confirmado no estado de São Paulo e 11 estão sendo investigados (oito em São Paulo, um em Pernambuco, um na Bahia e um no Mato Grosso do Sul).
Na quinta-feira (2), ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um alerta sobre os riscos do consumo de bebidas destiladas de origem desconhecida, após o aumento de casos de intoxicação por metanol no país.
"Evite consumir destilados, especialmente os incolores, se você não tem certeza da procedência. Não se trata de um item essencial como os da cesta básica, mas sim de um produto ligado ao lazer. Evitar seu consumo, neste momento, não causa nenhum prejuízo à vida das pessoas", afirmou Padilha.
Para minimizar os efeitos das intoxicações causadas pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, o Ministério da Saúde, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico — utilizado como antídoto nesses casos. Além disso, está em processo de compra de mais 5 mil tratamentos, o equivalente a 150 mil ampolas, com o objetivo de reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).
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