A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) enviou, na quinta-feira, 9, uma carta ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, comunicando que entrará em greve de fome enquanto a extradição não for negada pelo governo italiano.
“Por ter certeza absoluta que o senhor não tomou a melhor decisão, começo hoje uma greve de fome que só o senhor pode acabar, negando a minha extradição, o que me colocará em liberdade, que é o correto”, escreveu Zambelli, publicada nas redes sociais.
Zambelli ainda acusou o ministro de se alinhar a grupos e regimes autoritários, afirmando que ele estaria “do lado de quem apoia o Hamas, o tráfico de drogas, o terrorismo, o Irã, regimes narcoditatoriais como o da Venezuela, a ditadura de Cuba e outros governos na América do Sul e na África”.
Ela também fez críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo ela, o ministro da Justiça “acolheu a decisão injusta e sem provas de um juiz brasileiro, Alexandre de Moraes, que foi recentemente sancionado pelo presidente Trump com a revogação do visto para os Estados Unidos e a aplicação da Lei Magnitsky, pois o governo americano já possui provas suficientes de que ele age fora da lei, perseguindo politicamente cidadãos inocentes, jornalistas e políticos de direita, enquanto ********* no Brasil.”
A defesa da deputada disse que ela passou por uma audiência judicial nesta semana, na Corte de Cassação da Itália, no âmbito de um recurso movido pela defesa de Zambelli contra uma decisão da Corte de Apelação de Roma, que manteve a prisão cautelar da parlamentar enquanto o país lida com um pedido de extradição feito pelo Brasil.
No entanto, a Procuradoria de Justiça da Itália emitiu, na última quarta, 8, o parecer contrário para que Zambelli deixe a prisão de Rebibbia, em Roma.
Zambelli foi presa desde o final de julho, após deixar o Brasil antes da conclusão de um processo no STF que terminou em sua condenação.
Confira a carta na íntregra:
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