A Polícia Federal (PF) enviou no ano passado um ofício sigiloso ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual manifestou receio de que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pudesse deixar o Brasil.
De acordo com a CNN Brasil, a corporação solicitou à Corte a quebra do sigilo fiscal do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) logo depois que o documento foi encaminhado.
Viagem suspeita
A defesa de Lulinha admitiu, pela primeira vez, que o empresário fez uma viagem a Portugal paga por Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias.
Apesar disso, a defesa afirmou que não houve qualquer tipo de negócio entre eles nem repasse de valores.
A petição foi apresentada após a quebra do sigilo bancário de Lulinha e em meio ao receio de que ele seja alvo de novas medidas por parte da PF.
Investigação
Documentos analisados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS indicam que Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em uma conta ao longo de quatro anos.
Os registros também apontam três transferências feitas por Lula, que somam R$ 721,3 mil. A defesa do filho do presidente nega qualquer irregularidade.
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