O piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, que foi baleado em uma ação na Vila Aliança, tem o quadro de saúde grave e enfrenta uma infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana feita no dia 20 de abril. Nesta sexta-feira, a esposa atualizou o estado de saúde dele e disse que é "um momento muito difícil de lidar".
De acordo com Keidna Marques, o policial teve alterações importantes no quadro clínico nesta quinta (14) e precisou de medicações mais fortes.
"A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave", explicou.
O caso dele tem se agravado desde abril, quando ele passou a ter complicações da cirurgia. No início de maio, ele precisou de alguns procedimentos para retirada de hematomas e sangramentos na cabeça e depois para a inserção de um dreno.
No dia 23 de abril, ela publicou um histórico que mostra que em janeiro ele já tinha tido complicações semelhantes.

Felipe tinha recebido alta médica do Hospital São Lucas em dezembro após nove meses internado e seguiu para um centro de reabilitação. Ele foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, em março de 2025.
Segundo o gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Renato Ribeiro, o paciente ficou mais de sete meses sob cuidados intensivos, passou por diversas neurocirurgias e outros procedimentos – ele teve comprometimento da calota craniana -, além de permanecer em coma por um longo período.
O ataque ocorreu em 20 de março, quando Felipe sobrevoava a comunidade a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvejada por criminosos, e o copiloto foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa, que perfurou o crânio.
Um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em maio. Outros criminosos seguem foragidos.
No dia 21 de março, o piloto foi transferido para o Hospital São Lucas. Desde então, passou por uma longa recuperação, marcada por momentos críticos e procedimentos complexos.
Em 2025, ele passou por pelo menos três cirurgias. A primeira foi realizada logo após o incidente, a segunda para tratar um pseudoaneurisma, e a terceira teve como objetivo a implantação de uma prótese craniana, a fim de reparar os ossos do crânio que foram danificados pelo tiro.
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