A Polícia Civil da Bahia apreendeu mais de uma tonelada de fogos de artifício armazenados irregularmente nos municípios de Lauro de Freitas e Camaçari, nesta sexta-feira (12). A ação faz parte da Operação Barril de Pólvora, deflagrada após investigações identificarem a utilização de galpões clandestinos para o armazenamento de produtos controlados sem as devidas autorizações legais.
Os imóveis foram fiscalizados em cumprimento a mandados de busca e apreensão, durante uma atuação integrada da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Coletivos (DERRC), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), e da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC).
Durante as vistorias, foi constatado que os locais não possuíam certificado de registro nem qualquer autorização expedida pelo Exército Brasileiro para funcionar como depósitos de fogos de artifício, operando em desacordo com a legislação vigente e com as normas de segurança exigidas para esse tipo de atividade.
Foram localizadas mais de uma tonelada de fogos de artifício armazenados em condições inadequadas, expondo trabalhadores, moradores e estabelecimentos vizinhos a riscos concretos de incêndios, explosões e acidentes de grandes proporções.
As apurações também apontam que os galpões funcionavam como centros de distribuição e abastecimento de feiras de fogos de artifício instaladas em diversas cidades baianas, incluindo a localizada na Avenida Paralela, em Salvador, utilizada para a comercialização desses produtos durante o período junino.
Na cidade de Lauro de Freitas, os investigadores identificaram produtos explosivos destinados à revenda. Um dos responsáveis compareceu espontaneamente à unidade policial e prestou esclarecimentos sobre a origem e a destinação do material apreendido.
Já no município de Camaçari, um homem apontado como proprietário do imóvel foi autuado em flagrante pelo crime de possuir artefato explosivo ou incendiário sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Ele permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Todas as localidades alvo da Operação Barril de Pólvora foram submetidas a exames periciais realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os trabalhos foram conduzidos por equipes da Coordenação de Química Forense do Laboratório Central de Polícia Técnica (LCPT) e da Coordenação de Perícias em Patrimônio do Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto (ICAP).
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