Um turista de Goiás morreu após salvar o filho e um sobrinho de um afogamento na Praia de Itacimirim, em Camaçari, na tarde desta quarta-feira (22). A vítima foi identificada como Reginaldo Antunes Simões, de 44 anos, gerente da Caixa Econômica Federal e morador de Rio Verde (GO). Ele passava férias com a família na Bahia quando entrou no mar para socorrer as duas crianças. Após conseguir retirá-las da água, acabou se afogando e morreu, apesar das tentativas de reanimação.
Segundo relatos de familiares e amigos, Reginaldo percebeu que o filho e o sobrinho estavam em situação de risco no mar e entrou na água para socorrê-los. Ele conseguiu retirar os dois em segurança, mas acabou sendo arrastado pela correnteza e não conseguiu retornar.
O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) informou que o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) foi acionado por volta das 16h para atender à ocorrência em Itacimirim. Um helicóptero transportou uma equipe médica até o local, onde a vítima foi resgatada e submetida a manobras de reanimação. Apesar dos esforços das equipes de socorro, Reginaldo não resistiu.
A ocorrência foi registrada pela 33ª Delegacia Territorial (DT) de Monte Gordo, que expediu as guias para remoção do corpo e instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do afogamento.
Em nota, a Caixa Econômica Federal lamentou a morte do funcionário e informou que ele estava em viagem de férias com a família. "A CAIXA lamenta profundamente o falecimento de seu empregado Reginaldo Antunes Simões, ocorrido durante viagem de férias com a família. Neste momento de dor, a CAIXA manifesta solidariedade", declarou a instituição.
O caso ocorre cerca de três meses após outra tragédia registrada na mesma região. Em abril deste ano, Joilson Silva dos Santos, de 31 anos, e Maciel dos Santos da Silva, de 43, morreram afogados ao tentarem salvar uma criança na região da Boca da Barra, em Itacimirim, área conhecida pelas fortes correntezas e pela mudança repentina da maré. Na ocasião, o episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de reforço das ações de prevenção e salvamento nas praias de Camaçari.
Após a tragédia registrada em abril, salva-vidas e moradores denunciaram redução no efetivo de profissionais, ausência de cobertura contínua em diversos trechos da orla durante os dias úteis e precariedade na estrutura destinada aos resgates. Um salva-vidas que atua no litoral de Camaçari afirmou que a diminuição do número de agentes compromete a cobertura dos cerca de 42 quilômetros de praias do município, especialmente fora da alta temporada. O profissional também relatou falta de equipamentos adequados e criticou as condições de trabalho enfrentadas pelas equipes.
No caso desta quarta-feira (22), moradores voltaram a relatar que a Praia de Itacimirim não contava com guarda-vidas durante os dias úteis. As circunstâncias da morte de Reginaldo Antunes Simões seguem sendo investigadas pela Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento da vítima.
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