Descobri muito cedo à força desta palavra, ainda não havia completado os 18 anos de idade, mas sabia que tinha um tino comercial e que poderia fazer disto a minha sobrevivência, resolvi por incentivo do meu Pai vender cachorro quente na passarela de um shopping center, naquele momento entendi que para vencer na vida a regra número 1 seria 100% de dedicação a tudo que me propusesse a fazer. Não bastava vender cachorro quente, precisava identificar meu público alvo, contabilizar os custos e definir as metas de resultados, em resumo, em pouco tempo já ganhava mais com a minha atividade informal que a maioria das pessoas que possuíam empregos formais. Diante deste fato, lhes sugiro que achem a sua vocação, o seu tino e empreendam nesta direção.
O empreendedorismo é a forma mais eficiente de gerar riqueza. Destaco a necessidade de políticas para o fomento do empreendedorismo no país, somos um País genuinamente EMPREENDEDOR, mas são mínimas as políticas de incentivo ao empreendedorismo, esbarramos o tempo todo numa “teia” de burocracias que impedem o nosso povo de empreender, até reconheço pequenos avanços como o Simples Nacional, cujo nome já reflete o seu propósito de “simplificar” a robusta carga tributária do nosso País, mas deixo claro que ainda há uma longa jornada a ser percorrida em busca de transformar o país em um campo realmente fértil para novos negócios. Há muito a fazer para preparar nossos empresários e suas novas empresas, da educação à legislação, sem falar no acesso ao crédito viável. Quando digo crédito viável, me refiro ao fato de que os Bancos possuem taxas impeditivas na maioria das vezes para quem está começando a sua jornada empreendedora, de maneira que não bastasse a burocracia, por melhor que seja o projeto empresarial, o recurso disponível é escasso, e o empreendedor terá que provar a sua capacidade o tempo todo para que a cada etapa possa conquistar uma melhor taxa.
Acredito fielmente que as grandes empresas brasileiras não foram criadas na bonança, Elas foram erguidas enfrentando dificuldades econômicas e políticas. E superaram essas dificuldades se reinventando, encontrando oportunidades. Seus empresários não foram só empresários. Seguramente fizeram valer a sua vocação EMPREENDEDORA. A crise econômica no Brasil é um fato. Mas não adianta ficarmos reclamando o tempo todo e colocando a culpa de tudo na “crise” este é um ambiente externo, que não conseguiremos mudar. A meu ver a saída para a crise está dentro de cada negócio, na busca dos melhores custos, das melhores pessoas, novas soluções e processos mais eficientes. Temos que mudar o ambiente da empresa: a mudança numa empresa deve começar nas lideranças, e todos devem ter claramente qual caminho será percorrido. Deve-se investir na produtividade e olhar na linha do tempo.
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