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Gás de cozinha fica mais barato na Bahia após redução de 7,1%

Reajuste aplicado pela Refinaria de Mataripe entrou em vigor no sábado (1º), e consumidores devem sentir redução de R$ 3 a R$ 4 ao longo desta semana

03/08/2026 20h36
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
 Foto: Arquivo/Agência O Globo
Foto: Arquivo/Agência O Globo

O preço do gás de cozinha começou a ficar mais barato para os consumidores da Bahia nesta segunda-feira (3), após a Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, reduzir em 7,1% o valor do GLP repassado às distribuidoras. O novo preço entrou em vigor no sábado (1º), e a expectativa do Sindicato dos Revendedores de Gás de Cozinha (Sindrevgás) é de que a redução chegue gradualmente ao consumidor ao longo desta semana.

Segundo o Sindrevgás, a redução no preço do botijão deve ficar entre R$ 3 e R$ 4. O presidente da entidade, Roberto Souza, afirmou que os consumidores já poderão perceber a mudança nos valores praticados pelas revendedoras nos próximos dias.

A Acelen informou que os reajustes definidos para o GLP são repassados às distribuidoras. A partir dessa etapa, os valores seguem pela cadeia de comercialização até as revendedoras. O preço final pago pelo consumidor, porém, é definido pelas empresas que comercializam o produto, que podem repassar integralmente, parcialmente ou não repassar a variação recebida.

A formação do preço do botijão envolve diferentes componentes ao longo da cadeia, incluindo o valor praticado pelo produtor ou importador, tributos e as margens de distribuição e revenda. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acompanha e divulga os preços e as margens do GLP no país.

A redução anunciada para agosto ocorre após uma sequência de alterações nos preços do gás de cozinha na Bahia desde o início de 2026. Em janeiro, houve aumento de 2,38%, correspondente a cerca de R$ 5 para o consumidor. Em fevereiro, foi registrada redução de 4,199%, com queda estimada em R$ 1,80 no preço final. Em março, não houve alteração.

Em abril, o preço teve aumento de 15,2%, o que representou cerca de R$ 8 a mais para o consumidor. Em maio, houve novo aumento de 4,3%, mas o reajuste de R$ 3 não foi repassado ao consumidor. Em junho, o aumento foi de 9,59%, com impacto estimado em R$ 8 no preço do botijão. Em julho, ocorreu redução de 6,8%, equivalente a cerca de R$ 5 a menos para o consumidor. Agora, em agosto, a redução de 7,1% deve representar uma queda estimada entre R$ 3 e R$ 4 no valor pago pelo botijão.

Com a liberdade de preços vigente no mercado de combustíveis e derivados de petróleo, a variação definida nas etapas anteriores da cadeia não determina automaticamente o valor cobrado na revenda. Por isso, o impacto da redução anunciada pela Acelen pode variar de acordo com a distribuidora e o estabelecimento responsável pela venda do botijão.

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